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O que fazer quando uma construção não atende mais a sua finalidade? – Infraed

O que fazer quando uma construção não atende mais a sua finalidade? - Infraed

Reforço estrutural como solução para problemas na construção civil. 

Em princípio, toda construção é feita para atender a uma determinada finalidade, mas durante a sua vida útil, esta finalidade pode ser alterada ou estendida para suportar mais carga. Aliás, são frequentes os casos de reforma ou ampliação de estabelecimentos que necessitam de um ajuste estrutural para alcançar os objetivos de um novo projeto, como: a construção de um novo andar, ou uma área que exija mais resistência na estrutura para receber equipamentos pesados e até mesmo para corrigir deteriorações que vão ocorrendo na estrutura.

Este tipo de ajuste na construção já existente é denominado de reforço estrutural.

Entenda o reforço estrutural

O reforço estrutural é um tipo de serviço que pertence a um ramo complexo da engenharia, pois esta execução envolve ações diretas na estrutura já existente. Por isso, o cuidado com todos os detalhes durante o processo é essencial não apenas para alcançar a nova finalidade do projeto, mas também para não debilitar a estrutura, que é um risco eminente quando não envolve profissionais experientes e especialistas neste tipo de solução.

Um caso recente de reforço estrutural

Um exemplo de obra de reforço estrutural foi executado pela Infraed Engenharia, em dezembro de 2018, em uma ponte na cidade de Paulo Lopes (SC).

Segundo o diretor e um dos engenheiros da Infraed, Lucas R. Montenegro, a ponte apresentava pouca resistência para as fortes cargas de caminhões que a utilizavam diariamente. Ou seja, a estrutura pré-existente já não atendia mais as solicitações de projeto para qual foi concebida inicialmente, o que ocasionou uma rotação no eixo da ponte, tornando-a um risco para a população que por ela trafegava.

O que fazer quando uma construção não atende mais a sua finalidade? - Infraed

Por este motivo, a equipe de engenheiros da Infraed foi procurada para executar um complexo reforço estrutural que restabelecesse a funcionalidade da ponte a um nível mais alto que o original, tanto do ponto de vista de resistência quanto de durabilidade. “Para este caso, um planejamento foi feito com estratégias para a reabilitação desta estrutura de forma eficiente e que satisfizessem as várias exigências de projeto, execução e até demandas específicas do cliente”, complementa ele.

Serviços executados

O desafio recebido pela equipe foi analisado, planejado e executado com cuidado. Entre os diversos serviços feitos para atender a demanda, deixar a estrutura mais robusta e consequentemente com mais capacidade para suportar cargas mais pesadas, destacam-se:

  • Reforços de fundação, vigas e pilares com armadura adicional ancorada na estrutura antiga;
  • Reconstrução do tabuleiro da ponte.

O que fazer quando uma construção não atende mais a sua finalidade? - Infraed

O que fazer quando uma construção não atende mais a sua finalidade? - Infraed

“Ao final, o problema da obra foi solucionado por completo, devolvendo para o cliente e a sociedade local uma ponte reforçada, segura e apta a receber cargas superiores a qual foi dimensionada na sua primeira concepção”, finaliza o engenheiro.

O que fazer quando uma construção não atende mais a sua finalidade? - Infraed

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Conheça neste link todas as informações de contato da Infraed, empresa parceira do Catálogo Empresarial CREA-SC.

Tamborville: Um breve relato sobre a história da Engenharia Civil e o importante papel do Andaime

Quando pensamos em Engenharia Civil, geralmente lembramos de obras que fazem parte do nosso dia-a-dia, como casas, pontes, edifícios e viadutos. Porém, este segmento da engenharia já foi responsável pela realização de obras magníficas, como o Taj Mahal, o Empire State Building e, milênios atrás, as grandes Pirâmides do Egito.

Em todas essas obras históricas, um personagem muito importante (e pouco lembrado) estava presente, sustentando os trabalhadores e todas as suas ferramentas. Este tal personagem é o Andaime. Continue lendo e viaje conosco pela história da engenharia civil e descubra como ele se tornou uma peça fundamental nesta narrativa.

Imagem: Pixabay

Primeiramente, vamos falar um pouco mais sobre este personagem:

O andaime é uma estrutura montada, de caráter provisório, para sustentar os trabalhadores durante a execução de serviços em locais de grande altura, com a utilização de ferramentas e equipamentos, facilitando a construção ou o reparo da obra. Para que esteja apto ao uso, os andaimes devem passar por todos os testes de Inspeção de qualidade. Desde o momento em que os tubos de aço chegam para o corte, passando pela pintura reveladora, até a pintura final do produto.

 

As primeiras aparições do andaime nos primórdios da Engenharia Civil

Pode-se dizer que a engenharia civil tenha se originado entre 4000 e 2000 a.C., no Egito, quando os meios de transporte ganharam uma grande importância, o que levou ao desenvolvimento da roda. Na mesma época, de acordo com os historiadores, as grandes pirâmides foram construídas e essas obras monumentais podem ser consideradas como as primeiras grandes estruturas da história.

Imagem: Pixabay

Os egípcios usavam rampas de madeira e andaimes para construir as pirâmides. Segundo o historiador Heródoto, a primeira pirâmide foi construída em degraus, como uma escada. As pedras que foram utilizadas na construção das pirâmides foram levantadas por meio de um pequeno andaime de madeira. Desta forma, elas foram erguidas da terra para o primeiro “degrau da escada”; lá elas foram colocadas em outro andaime, com o qual foram levantadas para o segundo degrau, e assim por diante. O acabamento foi iniciado na direção inversa, do topo até o nível mais baixo.

Os Romanos desenvolveram estruturas extensas em seu império, incluindo aquedutos, pontes e barragens. Na Grécia, temos o Parthenon e muitas grandes obras importantes para a cultura local (e mundial). Todas essas obras têm um fator comum: o andaime de madeira.

 

Imagem: Pixabay

Enquanto isso, na China, onde foi realizada uma das maiores obras da Engenharia, em torno de 200 a.C., o andaime de bambu tem sido usado há mais de 5.000 anos. Embora leve, o bambu é suficientemente forte para suportar o peso dos trabalhadores e dos seus equipamentos. Graças ao seu peso e durabilidade, nenhuma máquina é necessária para montar o andaime e colocá-lo no lugar. Apesar de os andaimes de metal serem comuns atualmente no país, os andaimes de bambu ainda são amplamente utilizados em algumas regiões.

 

A transição da madeira para o metal

Na Europa, a transição dos andaimes de madeira para os de metal, aconteceu no início do século XX. Em 1906 Daniel Palmer-Jones e seu irmão David Henry-Jones fundaram uma empresa especializada na fabricação de andaimes. Em 1919, eles introduziram o scaffixer – um conjunto de fixações que servia para segurar pedaços de madeira ou de metal, de uma maneira mais segura do que as tradicionais fixações com corda. Eles receberam a oportunidade de trabalhar na reconstrução do Palácio de Buckingham em 1913, o que garantiu o sucesso da sua invenção.

Imagem: Royal Collection

A evolução da fabricação e montagem de andaimes garantiu uma maior eficiência nos canteiros de obras, mas, mesmo assim, a utilização de andaimes ainda deve ser acompanhada de perto pelo engenheiro responsável pela obra, pois é necessário ter cautela, tanto na montagem como na sua utilização por parte dos trabalhadores.

 

Diferentes tipos de andaimes

Andaime Independente – É composto por mais de duas fileiras de tubos metálicos verticais, conectados por peças modulares ou engates rápidos de conexão.

Andaime Tubular – Esse tipo de andaime é indicado para diversos tipos de obras e canteiros. As ponteiras dos painéis são trefiladas no próprio tubo, sem soldas, garantindo maior resistência, durabilidade e segurança.

Andaime Fachadeiro – Ele permite a circulação dos trabalhadores em vários níveis, com livre acesso à área de trabalho. É usado em pintura e revestimento de fachadas, também em obras de reformas, manutenção predial e industrial.

Andaime Multidirecional – Possui encaixe e acoplagem rápido e automático. Seu sistema é constituído por uma pinça com chaveta rápida autobasculante, que se encaixa numa peça de engate, travando o sistema.

Andaime Suspenso Motorizado – Esse equipamento é usado para serviços de reparo, pintura, limpeza e manutenção e outras atividades na indústria da construção civíl. É constituído por uma plataforma que possui ganchos instalados em cada cabeceira, realizando a movimentação através de cabos de aço.

Andaime Tubo Equipado – É composto por tubos de aço galvanizado e acessórios que fazem as conexões, possibilitando a montagem multidirecional das estruturas especiais. Seu uso pode ser visto em plataformas de trabalho, passarelas, escoramentos, escadas, palcos e projetos diversos.

Gostou de conhecer um pouco mais sobre a relação milenar entre o andaime e a engenharia civil? Então vamos lhe apresentar uma empresa que oferece a locação, a fabricação, a manutenção e a comercialização de andaimes e de outros diversos produtos para a construção civil, a Tamborville.

 

Tamborville – Equipamentos para Construção Civil

A Tamborville é uma empresa de reconhecida experiência na locação, fabricação, manutenção e comercialização de equipamentos e produtos para construção civil. Eles também atendem aos fabricantes de equipamentos, fornecendo peças e soluções para projetos especiais.

Com mais de 15 anos de experiência, estão sempre atentos às exigências do mercado, investindo constantemente na inovação e na diversificação, a fim de oferecer os melhores e mais modernos produtos. Com um atendimento personalizado, focado nas necessidades de seus clientes, a Tamborville possui uma central de vendas localizada na cidade de Joinville(SC), que atende ao Brasil inteiro.

Todos os produtos comercializados são fabricados com materiais resistentes, de acordo com as normas técnicas do segmento (NR18, NR35 e ABNT), o que permite oferecer uma garantia de 1 a 2 anos, com certificação, rastreabilidade e laudo de qualidade nos aços fornecidos. Entre seus fornecedores, há nomes como: Marcegaglia do Brasil, Tupper/SA e Gerdau.

Ela oferece a manutenção e montagem de equipamentos, jateamento, pintura, corte, dobra, solda (MIG/MAG) e corte a laser. Seus equipamentos são de fácil utilização e instalação, evitando desta forma desperdícios de material e mão de obra na execução dos serviços.

 

A Tamborville é uma das empresas pioneiras do Catálogo Empresarial CREA-SC. Acesse AQUI!

 

 

Fontes:

Blog Engenharia Verde / Metalica.com.br / Blog Mundo dos andaimes

Lajes Continente: Uma alternativa sustentável para o seu projeto chamada Telhado Verde

Calor excessivo, enchentes, poluição do ar e muitos outros problemas têm assolado os moradores dos grandes centros urbanos. Os responsáveis pela administração de algumas cidades têm se preocupado cada vez mais com estes problemas. Leis estão sendo criadas para diminuí-los e vantagens estão sendo oferecidas aos que adotam um estilo de vida mais sustentável.

Copenhague, a capital da Dinamarca, tornou-se referência neste assunto. A meta da cidade, que já é mundialmente conhecida como referência em mobilidade urbana, é cobrir de vegetação os terraços das cidades com o objetivo de ser “carbono zero” até o ano 2025.

Imagem: EcoDesenvolvimento

 

Lá em Chicago já foram construídos telhados verdes em diversos edifícios. Só no teto da prefeitura há mais de 20 mil plantas, de mais de 150 variedades, incluindo 100 arbustos, 40 trepadeiras e 2 árvores. A cidade está monitorando a temperatura, a chuva e a velocidade e direção do vento, o que vai ajudar a avaliar como o telhado verde tem contribuído para a qualidade de vida na cidade.

Imagem: Sustentarqui

 

Também existem prefeituras brasileiras que legislam especificamente para beneficiar quem opta por este tipo de cobertura com abatimento nos impostos, já que a presença dos telhados verdes promove um melhor controle de temperatura na cidade, filtrando o ar e combatendo as ilhas de calor.

 

Ao fazer uma análise dos benefícios para a sua casa, podemos destacar vários itens. Veja a seguir.

 

Os principais benefícios do telhado verde

Esteticamente, ter um gramado ou um jardim decorando a cobertura de sua casa, traz uma aparência mais simpática (e um tanto elegante) ao seu lar. Este belo recurso também ajuda a reter a água da chuva, de modo que esta não caia direto nas galerias urbanas, aliviando possíveis enchentes na sua região.

O telhado verde também melhora o controle de temperatura interna do ambiente, pois ele absorve até 90% mais calor que os sistemas convencionais, fazendo com que este não seja propagado para o interior da construção. A cobertura com plantas oferece ainda uma acústica melhor ao interior da residência, filtrando os ruídos externos.
Este tipo de cobertura é incrivelmente linda e sustentável, porém, para que a estrutura da sua casa não seja danificada, são necessários alguns cuidados antes e depois da instalação do telhado verde.

 

Cuidados na preparação da sua laje
A cobertura verde pode ser usada em construções com estruturas de metal, de concreto e de madeira, porém, o tipo de material utilizado na estrutura não deve ser a sua única preocupação, é necessário conferir os seguintes itens:

  • Resistência da estrutura
  • Impermeabilização
  • Camada de drenagem da água de mais ou menos 7cm
  • Camada de substrato de acordo com a vegetação desejada
  • Tipo de vegetação de acordo com a luz recebida e o uso do ambiente
  • A utilização de manta permeável protetora sob as raízes das plantas

 

Se você estiver reformando sua residência e tem o interesse em construir um telhado verde, será necessária uma verificação das condições da estrutura de sua residência. Assim, um engenheiro civil poderá avaliar se a sua casa tem capacidade para receber as cargas de um telhado verde.
Caso você ainda esteja na fase de projetos você não terá nenhum tipo de problema, é só informar o desejo de ter um telhado verde e isto será considerado no dimensionamento das lajes e vigas da sua residência.

Procure por empresas responsáveis, que ofereçam as melhores soluções. Para o projeto e a construção de uma laje segura, nossa indicação é a Lajes Continente, uma empresa que já está há mais de 30 anos no mercado.

 

Lajes Continente: sua obra, nossa responsabilidade

A primeira fase da empresa foi iniciada em 1984, na região de São José, sendo uma das pioneiras no segmento de pré-fabricados. Já em fevereiro de 2014, no Jardim Atlântico (Florianópolis), iniciou-se um novo ciclo, quando o fundador da Lajes Continente transferiu todo o projeto para um jovem empreendedor.

Através da sociedade entre pai e filho, a Nova Lajes Continente tem o objetivo industrializar e comercializar artefatos de cimento e seus produtos completivos. Com mais de 50.000 mil clientes cadastrados e atendidos em toda a Região da Grande Florianópolis, eles oferecem o que há de melhor em lajes treliçadas e pré-moldadas comuns.

 

Política de Qualidade:

Visando fornecer mais segurança e qualidade em seus produtos, a empresa dispõe de um engenheiro civil em horário comercial diariamente, o qual analisa e elabora detalhamentos conforme a necessidade de cada um dos projetos, antes que sejam fornecidos os materiais, tomando como base as normas gerais do CREA.

 

Principais produtos:

  • Lajes pré-moldadas comuns
  • Lajes treliçadas
  • Caixas de luz de concreto
  • Enchimento EPS
  • Malhas de distribuição (telas)
  • Enchimento cerâmico

 

Aqui neste LINK você encontra as informações de contato e a localização da Lajes Continente, nossa parceira, registrada no CREA-SC.

Fontes:

 Homify / Ecoeficientes / Engenhariaconcreta.com / Programa Cidades Sustentáveis / Eco Desenvolvimento

A Imprescindibilidade e Segurança do Manual do Proprietário e Garantias

Da imprescindibilidade da entrega do Manual do Proprietário e Garantias

Dra. Carolina Pavão da Silva | OAB/SC: 35.851

Dra. Carolina Pavão da Silva | OAB/SC: 35.851

Há muito se discute sobre prazos de garantia após a entrega das edificações pela construtora e/ou incorporadora, sendo habitual vislumbrar em atendimentos certa dificuldade de compreensão quanto ao tempo e autoria das responsabilidades.

Verifica-se que o equívoco decorre não apenas do desconhecimento das partes, mas, por informações incertas muitas vezes disponibilizadas na própria internet que, na maioria das vezes, segue opiniões sem prévia análise jurídica da situação e ausência de menção aos deveres mútuos (também reputados legalmente aos adquirentes).

Pois bem, ao finalizar da obra, é obrigação inequívoca do construtor buscar a emissão da respectiva C.C.O. (Certidão de Conclusão de Obra), do Habite-se e proceder às devidas averbações em matrícula. Tais títulos devem ser entregues, obrigatoriamente, ao proprietário do imóvel, e, em se tratando de condomínio, deverão ser mantidas arquivadas para fins de segurança e de eventuais consultas/necessidades pelo síndico.

Ademais, além de sobreditos documentos, seguem como dever do construtor e incorporador a disponibilização aos proprietários: 1.  Dos documentos legais (Matrícula atualizada, Alvarás, Certidões de conclusão, certidões negativas, habite-se), 2. Projeto de Fundações, 3. Projeto Estrutural, 4. Projeto Arquitetônico, 5.  Projeto Hidráulico, 6.Projeto Elétrico, 7. Do Plano de combate a incêndio, 8. Da Vistoria do corpo de bombeiros, 8. Dos Projetos de estrutura metálica (quando for o caso), 9. Projeto de impermeabilização, 10. Projeto de Pressurização, 11. Projeto de Telefonia, entre outros projetos que digam respeito ao empreendimento entregue, 12. Do Memorial descritivo e 13. Do Manual do Proprietário e Garantias.

A obrigatoriedade da apresentação e entrega de sobreditos documentos é convencionada pela Lei 4.591/64 em seus artigos 32 e 48 e, nos casos em que se discuta relação de consumo, também pelos artigos 30 e 31 do Código de Defesa do Consumidor. Todos visam cumprir com o princípio da informação e transparência (clara, precisa e técnica) quanto ao serviço prestado e ao produto entregue, vindo assegurar  consumidores em seus direitos e resguardar o construtor/incorporador de solicitações inadequadas e não condizentes com o seu produto e/ou serviço.

Dito isto, é certo que empresas de engenharia, construtoras e incorporadoras DEVEM atender às normativas técnicas e garantias legais previstas em nosso ordenamento jurídico, assim como os adquirentes/consumidores possuem DIREITO à reivindicar tais assertivas dos fornecedores (cumprimento das obrigações firmadas nos instrumentos particulares de compra e venda), entretanto, a problemática disposta pelo presente artigo, se insurge no contínuo pensamento equivocado e compartilhado sobre prazos de garantia. É rotineira a confusão estabelecida em relação ao artigo 618 do Código Civil e artigo 26 do Código de Defesa do Consumidor quando se trata dos demais materiais inseridos na edificação (prazo do fornecedor acrescido do prazo contratual).

No que se refere ao artigo 618 do Código civil, mister destacar que este discorre quanto à estrutura do imóvel e material empenhados nesta, podendo, inclusive, se estender por maior prazo, caso o fornecedor e/ou construtor assegure maior tempo.

Art. 618. Nos contratos de empreitada de edifícios ou outras construções consideráveis, o empreiteiro de materiais e execução responderá, durante o prazo irredutível de cinco anos, pela solidez e segurança do trabalho, assim em razão dos materiais, como do solo.

Logo, vislumbra-se a obrigação do construtor/incorporador em assegurar a solidez da estrutura por 5 (cinco) anos, à contar da emissão do habite-se ou da entrega da unidade imobiliária ao proprietário (o que se der por último).

Ainda, ao destacar o artigo 618 do Código Civil, cumpre lembrar que o prazo de 5 anos, trata-se de simples parâmetro legal, já que alguns materiais e fatores como pintura, cerâmicas, revestimentos, elevadores, esquadrias, telhas entre outros, possuem prazos distintos, em sua maior parte, menores que os 5 (cinco) anos assegurados para estrutura, até porque são equipamentos e peças com grande circulação de pessoas e que podem ser facilmente danificadas com o simples uso no dia-a-dia.

Neste desiderato, importa trazer ao contexto o artigo 205 do Código Civil, cuja leitura ocasiona em alguns equívocos de interpretação. Insta frisar que o prazo de 10 (dez) anos  previsto ao artigo 205, diz respeito a pretensão (ingresso) da demanda judicial por vício oculto, mas, que se tornou aparente apenas após os 5 (cinco) anos de garantia legal e contratual.

Comprovado que o vício oculto surgiu em decorrência de defeito na construção verificado no período de sua responsabilização legal, ou seja, durante os 5 (cinco) anos dispostos ao artigo 618, CC, o construtor poderá ser acionado na justiça pelo prazo de 10 anos (à contar da entrega do empreendimento).

Nesta senda, de maneira a corroborar com o código civil e mesmo esclarecer de maneira pormenorizada as demais garantias legais de cunho construtivo, (quando relação consumerista), os artigos 26 e 27 apontam respectivamente os vícios (art. 26) e os defeitos (art. 27).

Vícios:

Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em:

(…) II – noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis.

§1° Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços.

 Defeitos:

Art. 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.

Destarte, além do prazo legal, necessário mencionar o prazo contratual de garantia, que virá descriminado ou até mesmo dilatado por intermédio do instrumento contratual ou do manual do proprietário. Este prazo poderá ser diferenciado para cada componente da edificação, podendo tomar por base (parâmetro) normativas próprias da engenharia civil (ex. NBR15575).

Ao extinguir o prazo legal e contratual firmado com o fornecedor, transfere-se a obrigação de manutenção da edificação ao proprietário do imóvel (quando unidade autônoma), ou ao condomínio (quando área comum), para que então se alcance a Vida Útil (VU) esperada do edifício e seus sistemas. Ainda, caso venha ocorrer situação que danifique uma unidade autônoma pela ausência de manutenção de item de responsabilidade do condomínio, cumprirá ao condomínio o dever de reparar ou ressarcir os danos ocasionados à unidade, se, devidamente comprovada tal responsabilidade, e não mais a construtora.

Logo, ao negligenciarem manutenções necessárias (mensais, anuais) e as orientações dispostas no Manual do Proprietário (manual de uso) e, escoados os prazos legais e contratuais acima dispostos, não poderão os adquirentes pleitearem reparos à construtora, posto que, suas responsabilidades não serão para a eternidade.

Eventuais danos constatados por ausência de manutenção (seja da unidade ou condomínio em geral), deverão ser apurados pela administração do condomínio, cumprindo, portanto, aos síndicos, registrarem e arquivarem adequadamente todos os projetos, certificados, As Build e comprovantes das manutenções ocorridas anualmente (ARTs, RRTs, contratos de prestação de serviço, notas fiscais entre outros documentos inerentes à manutenção).

Deste modo, visando evitar controvérsias e manter ciência de ambas as partes (vendedor e comprador), quanto aos prazos de garantia, orientamos nossos clientes pela elaboração do Manual do Proprietário e Garantias, em vista de tratar-se de documento essencial à segurança e vida útil do empreendimento, podendo abarcar inclusive cópia do memorial descritivo, projetos do imóvel, orientações de uso de equipamentos, contatos de fornecedores, prazos de garantia legal, contratual e mesmo eventuais reparos que podem ocasionar em exclusão (perda) da garantia ofertada pelo construtor, se desenvolvidos por profissional externo e não habilitado.

Destacado documento ainda se traduz em plena relevância, vez que esclarece e firma prazos concretos para reparos e trocas em prol do proprietário e condomínio. De outro norte, assegura aos construtores tranquilidade contra solicitações exacerbadas, dispondo de prazo documental cujo comprador possui a devida ciência e exara anuência ao receber.

A elaboração e entrega do manual do proprietário assegura aos envolvidos transparência, orientações adequadas e previne discussões desnecessárias.

Em que pese a importância do documento, verifica-se no day to day que são poucas as empresas de construção e incorporação que possuem por hábito a entrega de sobredito manual, o que leva muitas vezes à necessidade de intervenção jurídica para tentativa de um acordo entre as partes (resolução extrajudicial) e mesmo, demanda judicial, sendo que poderiam ser abreviados os casos por simples previsão de garantia expressa.

Escritório de Advocacia Pavão e Camacho

O escritório Pavão & Camacho Advogados orienta os seus clientes pela consecução do instrumento destacado, a fim de evitar transtornos desnecessários e promover a resolução dos conflitos de maneira mais tranquila e menos onerosa para os seus clientes.

Prevenir ao invés de remediar!

 

Matéria por: Dra. Carolina Pavão da Silva | OAB/SC: 35.851

 

Reuso de água da chuva é obrigatório em Florianópolis

Ter um sistema de captação de água das chuvas para reuso é um benefício para a natureza e para o seu bolso!

Atenção especial para proprietários e administradores de edificações comerciais e residenciais de Florianópolis: se tiverem mais de 200 m² de área construída são obrigados por lei a captarem as águas pluviais para reuso nestes empreendimentos.

A nova lei entrou em vigor na capital catarinense em março de 2016 e a Casa da Cisterna está preparada para atende-lo. Esta é uma empresa que você encontra no Catálogo Empresarial CREA-SC produzido pela EBGE-SC que ajuda empresários a promover novos negócios diariamente.

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Telefone: 48 3031-3838

Fonte: As Boas Novas