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Engenharia de Fundações de Aerogeradores de Grande Porte – Calter Engenharia

Breve histórico da energia eólica no brasil 

A energia eólica é produzida a partir da força dos ventos e é gerada por meio de aerogeradores. Neles, a força do vento é captada por três pás ligadas a uma turbina que aciona um gerador elétrico. É uma energia abundante, renovável e limpa.

A emissão de gases de efeito estufa, que atinge nosso planeta, encontra no Brasil um forte combatente que é a abundância de fontes renováveis, destacando-se o vento, onde as regiões de potencial eólico baixo corresponde ao mesmo potencial das melhores regiões da Alemanha, por exemplo.

Figura 1 – Foto de uma aerogerador com fundação e torre projetado pela Calter

Buscando possibilitar a expansão da fonte eólica na matriz energética nacional, o governo estabeleceu algumas ações visando desenvolver a tecnologia: como a internalização desta tecnologia e a consolidação da indústria eólica nacional de fornecimento de componentes e montagem; a participação da iniciativa privada e o aprimoramento da legislação, do conhecimento da fonte primária e de sua interação energética com um parque gerador de base hidráulica (EPE, 2009).

Criou o PROINFA (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica), por meio da Lei 10.438/2002. Resumidamente esse programa voluntariou a compra de energia pelo governo através da fonte eólica, com tarifas generosas, com contratos de longa duração, com o claro objetivo de criar e manter a indústria eólica. Hoje temos no mercado brasileiro fábricas de pás, torres, aerogeradores etc.

A indústria eólica tem se expandido significativamente nos últimos dez anos no Brasil, passando dos 27 MW instalado em 2005 para 13.000 MW em 2017, e hoje se tornou a segunda fonte mais competitiva, ficando atrás somente das hidrelétricas, porém com um grande diferencial competitivo que é o baixo impacto ambiental, rapidez de instalação e funcionamento.

Fundações de aerogeradores de grande porte

Segundo DNV/Riso (2002), os tipos e estrutura de fundação para torre instaladas onshore, em terra, são profundas com uso de estacas ou fundação rasa, superficial, através de sapata. O dimensionamento da fundação terá que ser específica para cada local de obra, ou seja, exclusiva para as condições geotécnicas locais.

Neste contexto, quando o material na superfície apresentar baixa resistência, se faz necessário transmitir as cargas para as camadas mais profundas, optando-se pela primeira alternativa. Por outro lado, quando o material próximo à superfície é resistente o suficiente, normalmente utiliza-se a fundação superficial.

Uma estaca submetida a um carregamento vertical transmite ao solo parte da carga por atrito lateral e ao longo do fuste e parte através da pon- ta por tensões de compressão sob a mesma. A porcentagem da carga, a se transmitir, via atrito lateral, depende de vários fatores, como propriedade e estratificação do solo, camada de apoio da ponta, comprimento da estaca, rigidez relativa estaca/solo, processo construtivo entre outros (Poulos & Davis, 1980).

O posicionamento dos parques eólicos tem como critério principal o recurso eólico, ou seja, intensidade de vento, não sendo possível alterar essa posição caso as condições geotécnicas sejam desfavoráveis, não possuam capacidade de carga.

O projeto de fundações, mais especificamente falando de projeto de fundações de aerogeradores, que compreende o bloco de fundação e as estacas propriamente ditas, requer um conhecimento das áreas estrutural e geotécnica.

Na área de geotécnica, os profissionais, engenheiros ou geólogos devem possuir profundos conhecimentos técnicos, vivência e experiência de campo, pois estamos falando de blocos de concreto que medem entre 15 m e 20 m de diâmetro. Na área estrutural, falamos de cargas aplicadas de grande magnitude, um conhecimento profundo também é necessário.

Geralmente fundações de turbinas eólicas são imensos blocos de concreto armado, em que o custo de uma fundação completa para um aerogerador, corresponde entre 5% a 10% do valor do aerogerador completo, valores entre 500.000 a 1.000.000 de reais dependendo do número de unidades, logicamente o efeito escala reduz significativamente esses valores.

Tabela 1 – Dados de fundações 

Geometria da sapata Circular, octogonal, quadrada, com muros etc.
Material utilizado Concreto armado
Fck  30 a 40 Mpa
Volume de concreto 250 a 600 m3
Quantidade de aço 25 a 60 toneladas / 100 kg/m3
Tipo de estacas Hélice contínua, cravadas, raiz, tirantes
Profundidade das estacas 12 a 44 m
Quantidade de estacas 16 a 44 unidades

Figura 3 – Bloco de fundação para aerogerador. Fonte: Autor

Seguem abaixo algumas características das fundações para aerogeradores:

Engenharia aplicada à fundação de aerogeradores 

A fundação é o elemento que vai fazer a ligação entre o conjunto da torre e o aerogerador e as cargas (tanto estáticas como dinâmicas, a que esse conjunto está submetido) e o solo. Irá suportar assim todas as cargas estáticas, como o peso próprio e as dinâmicas, – como o vento e os sismos, este último nas regiões onde se está sujeito.

Enquanto na maioria das estruturas as fundações são projetadas principalmente para atender as cargas verticais, as fundações das torres eólicas terão de atender essencialmente forças horizontais, impostas pelo vento, que irão originar valores muito elevados de momentos fletores na base da torre e na fundação.

O projetista de fundações de aerogeradores deve contemplar todos os elementos e subsídios possíveis para um bom desenvolvimento dos trabalhos. Abaixo, as etapas ou as modalidades da engenharia que envolvem um projeto de fundação de um aerogerador:

a) Estudo topográfico e o levantamento planialtimétrico: o levantamento topográfico deverá subsidiar informações como perfil do terreno, presença de solo mole na superfície ou presença de água, presença de taludes e erosões. Importante a compatibilização da cota superior da fundação com as vias de acesso e plataformas de montagem.

b) Plano de investigações geotécnicas e as sondagens: é por meio de investigação geotécnica que o projetista terá acesso a informações necessárias para o projeto, conhecendo o tipo de solo com que estará trabalhando, as camadas de solo existentes, além do nível do lençol freático. É por meio de uma investigação geotécnica que o engenheiro poderá determinar os parâmetros do solo e qual o melhor tipo de fundação para o solo em questão, com estacas ou superficial. As sondagens mais comuns para usinas eólicas são: 1) sondagem à percussão – SPT (Standard Penetration Test), a mais comum, para solos em geral; 2) Sondagem rotativa, a mais comum para rochas; 3) CPTu (Cone Penetration Test); 4) Ensaio estático com placa (PCP), para sapata superficial.

c) Envelope de cargas da turbina fornecida pelo fabricante: cargas extremas, cargas quase permanentes, carga normal, cargas de fadiga, pesos dos componentes.

Figura 4 – Sistema de coordenadas global e descritivo dos esforços atuantes. Fonte: DNV/RISO

d) Projeto estrutural do bloco de fundação: é o projeto do bloco de concreto, no qual são considerados as informações técnicas descritas acima. Além da informação da geometria da fundação, temos as quantida- des de aço e concreto a serem utilizados. Nas fundações não superficiais, onde são consideradas o uso de estacas, temos a indicação do número de estacas e a maior carga de compressão e a maior carga de tração no qual as estacas devem trabalhar;

e) Projeto das estacas: é o projeto do estaqueamento do bloco de fundação. Devemos considerar todas as informações já elencadas acima, como resultado teremos o tipo de estaca, a quantidade, a profundidade e o diâmetro. Neste item também devemos incluir o teste de carga em estaca, estático (PCE), e de acordo com o plano incluindo os ensaios de carregamento dinâmico (ECD).

Problemáticas no projeto de fundações para aerogeradores 

a) É necessário uma usina de concreto dedicada para as concretagens, pois como o volume é muito grande, algo em torno de 60 viagens de caminhões betoneiras por bloco de fundação.

b) Montagem das armaduras, pois devido a quantidade de posições. Vê-se que um bloco tem uma taxa de aço maior que 100 kg/m3.

c) Calor de hidratação em fundação do grande volume de concreto, onde nas regiões mais quentes, ou mesmos, em localidades no Nordeste do Brasil, o uso de gelo é necessário;

d) Cura química, ou úmida deve ser observada com rigorosidade, com objetivo de evitar o aparecimento de fissuras, em função do calor de hidratação, em outras palavras, a perda de água.

Estudo de caso – Usina eólica de tubarão / potência 2.1 mw 

O projeto: 

Um aerogerador com potência de 2.1 MW, altura do rotor 117 m, torre de concreto armado, diâmetro de área varrida pelo conjunto de pás de 110 m, instalado na cidade de Tubarão, no Estado de Santa Catarina, que pode ser visto às margens da BR-101 km 330.

Esse projeto foi desenvolvido por meio de uma chamada pública n. 17/2013 do plano estratégico da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). A seguir, estão descritas as coordenadas do aerogerador baseado no sistema geocêntrico Sirgas 2000, zona UTM 23.AGW 2.1: X=698.412 Y=6.851.430.

Figura 5 – Localização da usina eólica. Fonte: Google Earth

Fotos do local – Fundação de torre eólica de concreto 

Figura 6 – Estaqueamento: tipo pré-moldada centrifugada. Fonte: Autor

Figura 7 – Armadura do bloco finalizada. Fonte: Autor

Normas aplicáveis 

  • EN 1992-1-1 – Eurocode 2: Design of concrete structures –Part 1-1: General rules and rules for buildings;
  • EN 1992-2 – Eurocode 2: Design of concrete structures –Part 2: Concrete bridges – Design and detailing rules;
  • EN 1997-2 – Eurocode 7: Geotechnical design – Part 1: General Rules;
  • EN 1997-2 – Eurocode 7: Geotechnical design – Part 2: Ground investigation and testing;
  • GL 2010: Guideline for the certification of Wind Turbines, 2010;
  • IEC 61400-1: Wind Turbines – Part 1 Design Requirements;
  • IEC 61400-6: Wind Turbines: Tower and foundation design;
  • DNV OS-C502: Offshore Concrete Structures;
  • DNVGL-ST-0126: Support structures for Wind turbines;
  • DNVGL-ST-0437: Loads and sites conditions for Wind turbines;
  • NBR 6.122 – ABNT – Projeto e execução de fundações;
  • NBR 8.681 – ABNT – Ações e segurança nas estruturas;
  • NBR 15.421 – ABNT – Projetos estruturais resistentes ao sismo;
  • NBR 6.118 – ABNT – Projetos de estruturas de concreto;
  • NBR 7.480 – ABNT – Barras e Fios destinados a armaduras para concreto armado;
  • NBR 8.953 – ABNT – Concreto para fins estruturais – classificação de grupos de resistência;
  • NBR 6.484 – ABNT – Execução sondagens de simples reconhecimento.

Dados das cargas envolvidas: 

Os carregamentos apresentados neste documento referem-se exclusivamente a solução em torre de concreto com altura do rotor: 120m. A divisão dos carregamentos apresentados segue a metodologia estabelecida pela IEC 61400-1 e NBR 6.1400-1:

a) Carregamento Extremo;
b) Carregamento Normal;
c) Carregamento quase permanente;
d) Carregamento de Fadiga;
e) Rigidez da Fundação.

Geometria da fundação: 

O croqui abaixo apresenta uma vista em corte da fundação, onde é possível observar a disposição das estacas em dois perímetros, além da câmara de protensão, destinada à ancoragem dos cabos de pós-tensão da torre.

Figura 8 – Vista em corte da fundação projetada pela Calter. Fonte: Autor

A próxima figura apresenta uma vista do modelo numérico desenvolvido via método dos elementos finitos destinado a avaliar o bloco de fundação e esforços nas estacas. Foi utilizado um modelamento com malha associada de elementos quadriláteros e triangulares. Na primeira parte está apresentado o modelo completo e na segunda, uma vista interna da câmara de protensão do bloco.

Figura 9 – Modelagem numérica da fundação desenvolvida pela Calter. Fonte: Autor

Novas concepções de fundações – Contrafortes

É uma fundação formada por uma laje inferior de geometria circular, armada e concretada in situ. Adicionalmente a esta laje de pequena espessura, são incluídas nervuras que funcionam como contrafortes para compensar a baixa rigidez da laje. Estas nervuras poderão ser pré-fabricadas ou armadas e concretadas no local.

Este tipo de fundação tem como principal vantagem a redução do consumo de concreto e menor risco de fissuração durante a cura, devido ao aumento de área exposta ligado ao menor calor de hidratação.

O que estamos propondo é uma solução de fundações, onde o consumo de aço permanece próximo ao de uma fundação convencional, entretanto, há uma sensível redução do volume de concreto aliado a melhor reologia e qualidade deste concreto no estado endurecido.

A figura abaixo ilustra esquematicamente a concepção de fundação proposta, onde o número de nervuras e diâmetro da laje circular são ajustáveis aos esforços transmitidos pela torre e características geotécnicas do local.

Figura 10 – Modelagem numérica da fundação em contrafortes desenvolvida pela Calter. Fonte: Autor

Considerações finais 

Na busca de maior eficiência energética, os novos aerogeradores comerciais de grande porte tiveram crescimento de escala, com significativos incrementos de altura e área varrida pelo conjunto de pás. Os esforços transmitidos à fundação, neste aspecto, também sofreram incrementos consideráveis, exigindo de projetistas soluções inovadoras ou adequações necessárias para viabilizar tanto técnica como economicamente seus projetos.

Dentre todos custos necessários à implantação de um empreendimento eólico, a infraestrutura civil corresponde em média entre 10% e 15% e o projeto de fundações, menos de 2% do total. Entretanto, o impacto de um projeto de fundações com deficiências ou não adequado a realidade do local pode pôr em risco todo o empreendimento, repercutindo em aumento de custos ou atrasos no cronograma.

Um bom projeto de fundação irá garantir benefícios a sua obra, prezando pela segurança, economia e facilidade de execução, estas medidas reduzem o risco de transtornos na implantação e durante a vida útil do empreendimento. Neste sentido, a busca de escritórios de projeto especializados em soluções para o mercado eólico pode ser a diferença entre o fracasso e sucesso de um empreendimento.

 

EVANDRO MEDEIROS BRAZ, é engenheiro civil, com especialização em gestão de projetos. É diretor e responsável-técnico da Calter do Brasil Engenharia Limitada, uma empresa subsidiária da Calter Engenharia da Espanha com 20 anos de atuação no mercado de estruturas. O Brasil já projetou fundações e torres de concreto para aerogeradores, atendendo mais de 100 unidades projetadas nos Estados de Santa Catarina e no Ceará. Colaboraram para este estudo os engenheiros civis da Calter Engenharia, Juan Carlos Arroyo Portero, Carlos Ríos e Alberto Gabarrón.

O que fazer quando uma construção não atende mais a sua finalidade? – Infraed

O que fazer quando uma construção não atende mais a sua finalidade? - Infraed

Reforço estrutural como solução para problemas na construção civil. 

Em princípio, toda construção é feita para atender a uma determinada finalidade, mas durante a sua vida útil, esta finalidade pode ser alterada ou estendida para suportar mais carga. Aliás, são frequentes os casos de reforma ou ampliação de estabelecimentos que necessitam de um ajuste estrutural para alcançar os objetivos de um novo projeto, como: a construção de um novo andar, ou uma área que exija mais resistência na estrutura para receber equipamentos pesados e até mesmo para corrigir deteriorações que vão ocorrendo na estrutura.

Este tipo de ajuste na construção já existente é denominado de reforço estrutural.

Entenda o reforço estrutural

O reforço estrutural é um tipo de serviço que pertence a um ramo complexo da engenharia, pois esta execução envolve ações diretas na estrutura já existente. Por isso, o cuidado com todos os detalhes durante o processo é essencial não apenas para alcançar a nova finalidade do projeto, mas também para não debilitar a estrutura, que é um risco eminente quando não envolve profissionais experientes e especialistas neste tipo de solução.

Um caso recente de reforço estrutural

Um exemplo de obra de reforço estrutural foi executado pela Infraed Engenharia, em dezembro de 2018, em uma ponte na cidade de Paulo Lopes (SC).

Segundo o diretor e um dos engenheiros da Infraed, Lucas R. Montenegro, a ponte apresentava pouca resistência para as fortes cargas de caminhões que a utilizavam diariamente. Ou seja, a estrutura pré-existente já não atendia mais as solicitações de projeto para qual foi concebida inicialmente, o que ocasionou uma rotação no eixo da ponte, tornando-a um risco para a população que por ela trafegava.

O que fazer quando uma construção não atende mais a sua finalidade? - Infraed

Por este motivo, a equipe de engenheiros da Infraed foi procurada para executar um complexo reforço estrutural que restabelecesse a funcionalidade da ponte a um nível mais alto que o original, tanto do ponto de vista de resistência quanto de durabilidade. “Para este caso, um planejamento foi feito com estratégias para a reabilitação desta estrutura de forma eficiente e que satisfizessem as várias exigências de projeto, execução e até demandas específicas do cliente”, complementa ele.

Serviços executados

O desafio recebido pela equipe foi analisado, planejado e executado com cuidado. Entre os diversos serviços feitos para atender a demanda, deixar a estrutura mais robusta e consequentemente com mais capacidade para suportar cargas mais pesadas, destacam-se:

  • Reforços de fundação, vigas e pilares com armadura adicional ancorada na estrutura antiga;
  • Reconstrução do tabuleiro da ponte.

O que fazer quando uma construção não atende mais a sua finalidade? - Infraed

O que fazer quando uma construção não atende mais a sua finalidade? - Infraed

“Ao final, o problema da obra foi solucionado por completo, devolvendo para o cliente e a sociedade local uma ponte reforçada, segura e apta a receber cargas superiores a qual foi dimensionada na sua primeira concepção”, finaliza o engenheiro.

O que fazer quando uma construção não atende mais a sua finalidade? - Infraed

O que fazer quando uma construção não atende mais a sua finalidade? - Infraed

Conheça neste link todas as informações de contato da Infraed, empresa parceira do Catálogo Empresarial CREA-SC.

Quark Engenharia – A Gestão integrada dos serviços de Iluminação Pública

Sabe-se que a iluminação pública é de suma importância na vida urbana, contribuindo com sua segurança e também com o desenvolvimento econômico dos municípios e para que continue trazendo benefícios é necessário ter uma boa administração do serviço.

A gestão integrada dos serviços de iluminação pública proporicona a otimização dos recursos financeiros municipais, diminuindo o consumo energético e reduzindo custos de manutenção sem deixar de lado a eficácia e qualidade dos serviços prestados. Por ser um novo conceito no mercado de Iluminação Pública, alguns municípios ainda não tem conhecimento deste serviço e dos benefícios que ele pode gerar.

A Quark Engenharia trabalha com gestão de iluminação pública há 2 anos e hoje possui cerca de 30 mil pontos sob esse novo modelo de contratação nas regiões de Santa Catarina e Minas Gerais. Para auxílio no processo, conta-se com excelentes serviços como:

  • Software: utilizado também para realizar o cadastro e o Georreferenciamento dos ativos, mas principalmente para gerir todas as etapas do processo de atendimento, levando essas informações ao alcance de uma tela para a fiscalização;
  • Call Center: atendimento telefônico das 06 as 00h de segunda á sábado para solicitação de reparos;
  • Manutenção: realiza manutenções para que os pontos de iluminação que já estão sendo utilizados continuem funcionando;
  • Fornecimento de materiais: aplicação de material de excelente qualidade para melhor otimização do serviço e da satisfação do munícipe.

 

Precisa de um orçamento desse serviço?

Entre em contato no e-mail quark@quarkengenharia.com.br e tire suas dúvidas!

Além das Soluções!

Bauma Engenharia: 6 tendências da construção civil em 2018

O ano de 2018 chegou e trouxe com ele muitas expectativas. Alguns especialistas já fizeram suas projeções e destacaram algumas tendências da construção civil. Coletamos informações de alguns desses especialistas e trouxemos para você. Confira a seguir.

Imagem: Freepik

 

Segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP),  indústria de construção deve crescer 2% em 2018, amparado em uma possível redução dos estoques de imóveis e distratos e nas obras de infraestrutura e das unidades contratadas dentro do Minha Casa Minha Vida.

Essa estimativa também leva em conta a tendência de ampliação do crédito imobiliário por agentes financeiros, tendo em vista aspectos macroeconômicos favoráveis, como inflação baixa e queda no juro real. A entidade pondera, contudo, que o cenário traçado para 2018 está sujeito às incertezas políticas e ao quadro fiscal preocupante no país.

 

Além dessa breve análise, como prometido, trouxemos também 6 tendências da construção civil em 2018:

 

1. Aumento da presença feminina na construção civil

 Cada vez as mulheres vêm ganhando mais espaço neste setor, sobretudo nos últimos 10 anos. Sua presença na construção ainda é bem inferior quando comparada à presença masculina, porém os números tendem a aumentar, tanto na mão de obra quanto nos cargos gerenciais. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, entre 2007 e 2009 a contratação de mulheres na construção civil deu um salto de 44,5%. Atualmente, estima-se que mais de 200 mil mulheres trabalhem na área, de maneira formal ou autônoma.

  1. Projetos colaborativos

Outra forte tendência da Construção Civil para este ano é o aumento do uso de métodos colaborativos no canteiro, como o BIM (Building Information Modeling). Ele nada mais é que um sistema de modelagem de projetos. No BIM, toda a equipe pode visualizar e atualizar o projeto construído em um modelo 3D, possibilitando o gerenciamento das informações antes, durante e após o término da operação.

Imagem: Freepik

 

  1. Construção enxuta (lean construction)

A construção enxuta (ou lean construction) consiste no corte de demandas que não agregam valor à construção e no amparo constante do trabalho na obra, executando cada etapa no momento certo. Por exemplo, a produção, o transporte de materiais e as ferramentas a serem compradas no tempo exato em que se fazem necessários.

  1. Construção modular

Apesar de não ser uma novidade, crê-se que a utilização deste método de construção vá  aumentar em 2018. Pois a qualidade, o tempo e as preocupações trabalhistas tornam essa alternativa mais atrativa do que os métodos tradicionais de construção.

Sempre há uma preocupação em enxugar o cronograma de execução de um projeto e economizar os custos. E a construção modular ou pré-fabricada tem a capacidade de fazer isso. Além disso, se você utilizar produtos pré-fabricados, como a argamassa estabilizada, pode ser mais fácil manter o controle de qualidade e lidar com questões como mão de obra, área para fabricação e imprevistos causados pelo clima.

  1. A Internet das Coisas

Famosa no meio digital, a Internet das Coisas (Internet of Things), quando aplicada à Construção Civil, busca para reduzir os custos e melhorar a eficiência continua, colaborando com a já citada Lean Construction.

Muitos profissionais estão se voltando para as opções de IoT para melhorar as operações no canteiro de obra. Pois com este recurso faz-se possível o rastreamento de equipamentos e funcionários, tecnologias vestíveis, através do uso de drones e outras fontes de informações. Isso pode garantir que os trabalhadores estejam protegidos contra acidentes ou, pelo menos, conscientes dos perigos do local de trabalho. Outro exemplo é o uso de sensores nos equipamentos para monitorar se a maquinaria precisa ser reparada.

  1. As realidades virtual e aumentada

 A realidade virtual pode ajudar, e muito, os profissionais da construção civil. Isso porque essa tecnologia é capaz de realizar empreendimentos em modelos 3D. Essas tecnologias também podem melhorar a colaboração entre as partes interessadas do projeto antes mesmo do início da construção, permitindo que a equipe preveja futuros problemas e possa resolvê-los antes mesmo de iniciar o projeto.

Imagem: Pixabay

 

Bauma Engenharia: Sua obra nas mãos de quem entende

 A Bauma Engenharia se apresenta como alternativa do mercado para a elaboração de projetos e gerenciamento de obras de Construção Civil e empreendimentos imobiliários. Sua experiência global dos processos técnicos e burocráticos da construção, permitem fornecer um serviço de grande valia aos proprietários e empreendedores.

Com uma experiência de 30 anos e 300.000 m2 de trabalhos realizados, a equipe da Bauma está habilitada a lhe oferecer um serviço confiável, dentro da modernidade dos processos produtivos terceirizados e especializados.

Construir com gerenciamento Bauma é ter como parceira uma empresa com experiência e capacidade operacional de solucionar sua necessidade global de um processo construtivo, dos seus projetos à sua conclusão e legalização.

 

Aqui neste link você encontra as informações de contato e a localização da Bauma Engenharia, nossa empresa parceira, registrada no CREA-SC.

 

Fontes:
G1

Buildin

Essor Seguros

 

Matéria escrita por:

Felipe Nascimento

Tamborville: Um breve relato sobre a história da Engenharia Civil e o importante papel do Andaime

Quando pensamos em Engenharia Civil, geralmente lembramos de obras que fazem parte do nosso dia-a-dia, como casas, pontes, edifícios e viadutos. Porém, este segmento da engenharia já foi responsável pela realização de obras magníficas, como o Taj Mahal, o Empire State Building e, milênios atrás, as grandes Pirâmides do Egito.

Em todas essas obras históricas, um personagem muito importante (e pouco lembrado) estava presente, sustentando os trabalhadores e todas as suas ferramentas. Este tal personagem é o Andaime. Continue lendo e viaje conosco pela história da engenharia civil e descubra como ele se tornou uma peça fundamental nesta narrativa.

Imagem: Pixabay

Primeiramente, vamos falar um pouco mais sobre este personagem:

O andaime é uma estrutura montada, de caráter provisório, para sustentar os trabalhadores durante a execução de serviços em locais de grande altura, com a utilização de ferramentas e equipamentos, facilitando a construção ou o reparo da obra. Para que esteja apto ao uso, os andaimes devem passar por todos os testes de Inspeção de qualidade. Desde o momento em que os tubos de aço chegam para o corte, passando pela pintura reveladora, até a pintura final do produto.

 

As primeiras aparições do andaime nos primórdios da Engenharia Civil

Pode-se dizer que a engenharia civil tenha se originado entre 4000 e 2000 a.C., no Egito, quando os meios de transporte ganharam uma grande importância, o que levou ao desenvolvimento da roda. Na mesma época, de acordo com os historiadores, as grandes pirâmides foram construídas e essas obras monumentais podem ser consideradas como as primeiras grandes estruturas da história.

Imagem: Pixabay

Os egípcios usavam rampas de madeira e andaimes para construir as pirâmides. Segundo o historiador Heródoto, a primeira pirâmide foi construída em degraus, como uma escada. As pedras que foram utilizadas na construção das pirâmides foram levantadas por meio de um pequeno andaime de madeira. Desta forma, elas foram erguidas da terra para o primeiro “degrau da escada”; lá elas foram colocadas em outro andaime, com o qual foram levantadas para o segundo degrau, e assim por diante. O acabamento foi iniciado na direção inversa, do topo até o nível mais baixo.

Os Romanos desenvolveram estruturas extensas em seu império, incluindo aquedutos, pontes e barragens. Na Grécia, temos o Parthenon e muitas grandes obras importantes para a cultura local (e mundial). Todas essas obras têm um fator comum: o andaime de madeira.

 

Imagem: Pixabay

Enquanto isso, na China, onde foi realizada uma das maiores obras da Engenharia, em torno de 200 a.C., o andaime de bambu tem sido usado há mais de 5.000 anos. Embora leve, o bambu é suficientemente forte para suportar o peso dos trabalhadores e dos seus equipamentos. Graças ao seu peso e durabilidade, nenhuma máquina é necessária para montar o andaime e colocá-lo no lugar. Apesar de os andaimes de metal serem comuns atualmente no país, os andaimes de bambu ainda são amplamente utilizados em algumas regiões.

 

A transição da madeira para o metal

Na Europa, a transição dos andaimes de madeira para os de metal, aconteceu no início do século XX. Em 1906 Daniel Palmer-Jones e seu irmão David Henry-Jones fundaram uma empresa especializada na fabricação de andaimes. Em 1919, eles introduziram o scaffixer – um conjunto de fixações que servia para segurar pedaços de madeira ou de metal, de uma maneira mais segura do que as tradicionais fixações com corda. Eles receberam a oportunidade de trabalhar na reconstrução do Palácio de Buckingham em 1913, o que garantiu o sucesso da sua invenção.

Imagem: Royal Collection

A evolução da fabricação e montagem de andaimes garantiu uma maior eficiência nos canteiros de obras, mas, mesmo assim, a utilização de andaimes ainda deve ser acompanhada de perto pelo engenheiro responsável pela obra, pois é necessário ter cautela, tanto na montagem como na sua utilização por parte dos trabalhadores.

 

Diferentes tipos de andaimes

Andaime Independente – É composto por mais de duas fileiras de tubos metálicos verticais, conectados por peças modulares ou engates rápidos de conexão.

Andaime Tubular – Esse tipo de andaime é indicado para diversos tipos de obras e canteiros. As ponteiras dos painéis são trefiladas no próprio tubo, sem soldas, garantindo maior resistência, durabilidade e segurança.

Andaime Fachadeiro – Ele permite a circulação dos trabalhadores em vários níveis, com livre acesso à área de trabalho. É usado em pintura e revestimento de fachadas, também em obras de reformas, manutenção predial e industrial.

Andaime Multidirecional – Possui encaixe e acoplagem rápido e automático. Seu sistema é constituído por uma pinça com chaveta rápida autobasculante, que se encaixa numa peça de engate, travando o sistema.

Andaime Suspenso Motorizado – Esse equipamento é usado para serviços de reparo, pintura, limpeza e manutenção e outras atividades na indústria da construção civíl. É constituído por uma plataforma que possui ganchos instalados em cada cabeceira, realizando a movimentação através de cabos de aço.

Andaime Tubo Equipado – É composto por tubos de aço galvanizado e acessórios que fazem as conexões, possibilitando a montagem multidirecional das estruturas especiais. Seu uso pode ser visto em plataformas de trabalho, passarelas, escoramentos, escadas, palcos e projetos diversos.

Gostou de conhecer um pouco mais sobre a relação milenar entre o andaime e a engenharia civil? Então vamos lhe apresentar uma empresa que oferece a locação, a fabricação, a manutenção e a comercialização de andaimes e de outros diversos produtos para a construção civil, a Tamborville.

 

Tamborville – Equipamentos para Construção Civil

A Tamborville é uma empresa de reconhecida experiência na locação, fabricação, manutenção e comercialização de equipamentos e produtos para construção civil. Eles também atendem aos fabricantes de equipamentos, fornecendo peças e soluções para projetos especiais.

Com mais de 15 anos de experiência, estão sempre atentos às exigências do mercado, investindo constantemente na inovação e na diversificação, a fim de oferecer os melhores e mais modernos produtos. Com um atendimento personalizado, focado nas necessidades de seus clientes, a Tamborville possui uma central de vendas localizada na cidade de Joinville(SC), que atende ao Brasil inteiro.

Todos os produtos comercializados são fabricados com materiais resistentes, de acordo com as normas técnicas do segmento (NR18, NR35 e ABNT), o que permite oferecer uma garantia de 1 a 2 anos, com certificação, rastreabilidade e laudo de qualidade nos aços fornecidos. Entre seus fornecedores, há nomes como: Marcegaglia do Brasil, Tupper/SA e Gerdau.

Ela oferece a manutenção e montagem de equipamentos, jateamento, pintura, corte, dobra, solda (MIG/MAG) e corte a laser. Seus equipamentos são de fácil utilização e instalação, evitando desta forma desperdícios de material e mão de obra na execução dos serviços.

 

A Tamborville é uma das empresas pioneiras do Catálogo Empresarial CREA-SC. Acesse AQUI!

 

 

Fontes:

Blog Engenharia Verde / Metalica.com.br / Blog Mundo dos andaimes

Notebooks Avell – Desempenho, Segurança e Qualidade

Avell Notebook de Alto Desempenho

DESEMPENHO, SEGURANÇA E QUALIDADE

Notebooks Avell - Desempenho, Segurança e Qualidade

Desde o ano 2000, a fabricante de notebooks Avell, com foco somente em notebooks, tem inovado o mercado nacional de portáteis com modelos de notebooks de alto desempenho, personalizados com as mais variadas cores, configurações e tamanhos. Desde sua fundação, no Brasil, a Avell tem inovado o cenário nacional e, em 2014, inicia suas atividades nos Estados Unidos, mantendo o objetivo de oferecer aos clientes os melhores produtos, variedades, qualidade de serviços de pré e pós venda e muita tecnologia.

O que vendemos?

A Avell comercializa notebooks de alto desempenho, preparados exclusivamente para games e softwares profissionais, equipados com placas de vídeo dedicadas NVIDIA GeForce GTX e Quadro, abrangendo pessoas que gostam de jogos e para os que necessitam de equipamentos com configuração apropriada para estação de trabalho das mais diversas áreas.

A Flexibilidade de competitividade dos preços e garantia de 1 ano em peças e 3 anos em mão de obra, tornam os produtos Avell uma excelente opção de escolha na hora de adquirir um notebook.

Onde estamos

A linha de montagem da Avell situa-se na região Sul do Brasil, mais precisamente na cidade de Joinville/SC. Está estrategicamente localizada próxima aos grandes mercados consumidores.

POLÍTICA DE QUALIDADE

A Avell está comprometida com a qualidade, o aprimoramento tecnológico, bem como com os aspectos de privacidade, segurança, eficácia e ética por meio de um programa responsável e dos princípios de responsabilidade social.

A empresa tem como principal objetivo entender as reais necessidades de seus clientes, fornecendo-lhes soluções através de produtos e serviços que atendam suas expectativas.

Como empresa busca atender os requisitos legais, estreitando relacionamentos com seus clientes, aumentando a produtividade e promovendo a melhoria contínua, buscando dia-a-dia a satisfação profissional e pessoal.

MISSÃO, VISÃO E VALORES

MISSÃO
Atender clientes e usuários com soluções, serviços de tecnologia móvel e produtos de alto desempenho, com agilidade e flexibilidade. Trazer mobilidade para a vida das pessoas a cada produto ou serviço.

VISÃO
Ser referência pela marca, serviços eficientes e de qualidade, produtos de alto desempenho e ter diferencial em tecnologia móvel no Brasil.

VALORES
A Avell tem a conduta com seus clientes através de uma relação ética, transparente, de respeito e por acreditar nas pessoas. Empreendedores e inovadores, possuem a excelência como meta. Tudo isso fomenta a solidez, credibilidade e sua crença no Brasil.

 

Notebooks Gamer

 

Notebooks Profissionais

Confira Avell – High Performance no Portal de Negócios CREA-SC!

B&K Engenharia esclarece pontos polêmicos sobre a aplicação da NR-12

Os empresários brasileiros devem ficar atentos o tempo todo às regulamentações. Exigências de atualizações mecânicas como as destacadas pela NR-12 exigem investimentos que nem sempre são recebidos bem pela indústria nacional.

Por isso a EBGE Santa Catarina abre espaço aqui no blog do Catálogo Empresarial CREA-SC para a B&K Consultoria e Projetos em Engenharia Mecânica esclarecer alguns pontos polêmicos sobre a NR-12, conforme texto abaixo de autoria de Walter Luís Künzel – Engenheiro Mecânico de Projetos da empresa (CREA-SC 102954-3).

NR-12: A imprensa, empresários, profissionais legalmente habilitados, Máquinas Importadas e o MTE

Diante de tanta polêmica a cerca de um assunto tão antigo (1978) e importante, hoje gostaria de esclarecer algumas dúvidas que surgem a respeito da NR-12 sobre 5 temas:

  • A imprensa
  • Os empresários
  • Profissionais Legalmente Habilitados (PH)
  • Máquinas importadas
  • Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)

Somos bombardeados com informações a respeito do que seria feito para adequar as máquinas e equipamentos para que fiquem seguros para operação pelos trabalhadores. Dois tipos de máquinas são tratados:

  • Máquinas antigas
  • Máquinas novas

Máquinas novas são aquelas que neste momento estão sendo negociadas e comercializadas. Estas já tem obrigação não somente de atender a NR-12, mas também questões de segurança de quem opera e faz manutenção a estes equipamentos.

Máquinas velhas ou em uso, são as que já estão presentes no parque fabril, e que por serem muito antigas, apresentam conceitos de fabricação antigos, sem preceitos de segurança, apenas com objetivo de produção. Estas devem ser adequadas pelos usuários, que são os empresários e seus proprietários.

Tenho percebido uma influência muito grande da imprensa e de colunistas sobre o assunto, defendendo veementemente que o custo de adequação irá afundar a indústria e gerar desemprego. Porém com que base ou referências são levadas essas informações para frente? Com base somente em opiniões de alguns empresários que desconhecem o prejuízo que um acidente de trabalho pode gerar para sua empresa? Alguma vez a imprensa analisou a opinião dos trabalhadores que operam diretamente as máquinas? Já analisaram os inúmeros prejuízos que um trabalhador sofre devido a uma lesão permanente ocasionada por um acidente de trabalho? Sobre os riscos que estes estão expostos no ambiente laboral? Solicitaram a opinião dos engenheiros especialistas em NR-12?

Creio que não. Alegam que a NR-12 apenas vem prejudicando a indústria e os altos custos de adequação do maquinário, e se esquecem dos danos permanentes aos trabalhadores. Como sabem? Já realizaram uma Análise e Apreciação de Riscos? Alegam ainda que o MTE, apenas notifica a classe empresarial sem nenhum critério ou de forma intimidadora.

A NR-12 existe desde 1978 e desde lá jamais foi adequado o parque fabril brasileiro. Utilizam apenas o cabalístico número R$ 100 Bilhões para indústria e esquecem-se dos R$ 75 Bilhões em acidentes aos trabalhadores. É necessário ter vivencia na prática para entender o tema. Não apenas analisar poucos comentários e a opinião de uma minoria que não entende de processos fabris.

Outro ponto importante é: Quem são os profissionais que podem de fato realizar trabalhos de análise e adequação e aprovação das máquinas? Existe no Brasil o que se chama Profissional Legalmente Habilitado (PH). Este seria um engenheiro, que realiza a análise diante de conhecimentos práticos e teóricos adquiridos no meio acadêmico, somado a cursos de qualificação e aperfeiçoamento em NR-12, além do conhecimento prático e da experiência adquirida em diversos ramos da indústria. Que assume a responsabilidade por meio de um registro profissional junto ao CREA. Esse sim tem o poder de diagnosticar como o equipamento poderá ser adequado.

Já a execução se dá por profissionais da indústria de terceirização, mecânicos, eletricistas, serralheiros, soldadores e outros operadores de máquinas, supervisionados pelos PHs. A aprovação ou validação deve sim continuar pelo PH que verifica e valida o esboço, análise ou projeto feito em seus laudos ou Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), e se responsabiliza e responde pelas mudanças propostas. Portanto existe uma hierarquia e alguém que deve responder pelo que foi proposto.

O meio empresarial é o maior interessado nesse grande problema chamado NR-12. Confuso e sem saber o que fazer, acaba recuando pois não quer investir erroneamente. Sabe apenas que irão desembolsar centenas ou milhares de reais para adequar seus equipamentos. Porém desconhecem que podem investir de maneira planejada, equilibrada, garantindo atendimento às Normas Regulamentadoras (NRs) e buscando a segurança dos seus empregados evitando futuros prejuízos expressivos. É função do PH dar suporte, instruir e direcionar o empresário para soluções inteligentes e com o menor custo possível, porém, assegurando a saúde e segurança dos trabalhadores em primeira instância. É função do engenheiro utilizar a engenharia a favor da indústria e não contra esta. Assim como na área médica, administrativa ou contábil existem profissionais que conduzem de maneira não ética ou profissional, também existem na engenharia maus profissionais que lesam a indústria. É preciso ficar atento aos argumentos e conhecimentos de profissionais que possam de fato conduzir o empresário para a direção certa.

Tenho ouvido informações equivocadas a cerca de máquinas que são importadas da Alemanha ou Itália e que não são aceitas no Brasil. Equipamentos estes que são modernos e automatizados. Apenas inverdades e boatos que fazem uma generalização de que a NR-12 é o vilão nesse processo. Não é possível que equipamentos modernos e automatizados não atendam a requisitos mínimos de segurança. A indústria automobilística é um bom exemplo de segurança em suas fábricas no Brasil. Contamos com um parque muito bem adequado que trazem modelos das fábricas europeias e americanas.

Equipamentos trazidos destes países são sim adequados para operação no Brasil. Porém o que falta é uma análise crítica de um PH que entenda de segurança em sua operação, seu funcionamento e riscos atribuídos à sua operação. O não atendimento a NR-12, não significa que o equipamento não atenda a estes requisitos de segurança no mercado nacional. Assim como também são importados a menores custos, máquinas da China, Alemanha, Itália e que de fato não atendem requisitos básicos de segurança. Eu disse básicos. Esquecem-se, e aliás, nem sabem os colunistas de revistas de economia, política e temas gerais, que a classe empresarial paga menos pela não adequação dentro das normas de segurança quando compram suas máquinas e equipamentos da China, entendendo serem estes itens de segurança acessórios opcionais. Hoje, essa prática já não será mais possível.

Prática comum até 5 ou 10 anos atrás. A NR-12 é clara em seu item 2 onde salienta:

NR-12, item 2: As proteções, dispositivos e sistemas de segurança previstos neste Anexo devem integrar as máquinas desde a sua fabricação, não podendo ser considerados itens opcionais para quaisquer fins.

Não existem apenas boas referências nestes países, existem itens que requerem adequação de fato. Prevalece a razão 80/20. Países Europeus possuem cultura em 80% de suas fábricas para questões de segurança. Os demais 20% que insistem em comercializar máquinas sem segurança, não podem de fato ser aceitos no Brasil. Concordam? Seria esta minoria da União Europeia da qual os colunistas tanto falam?

Portanto é necessário entender melhor esse processo para que se possa opinar. Como podemos aceitar a opinião de um colunista? Qual a sua especialização? Formação? Como podem afirmar que equipamentos antigos não necessitam de adequação. Como podem afirmar que equipamentos importados da Alemanha não são aceitos aqui. Como pode um juiz determinar que em Caçador SC, máquinas anteriores a 2010 não necessitem de adequação. Seria ele um entendido em NR-12? Sabe ele como funciona uma máquina. Seus mecanismos, acionamentos, dispositivos de segurança, sinalizações, paradas de emergência. Sabe ele a função de um rele de segurança? O que é redundância? Então como pode ele simplesmente dizer que estas máquinas não necessitam de adequação. E somente equipamentos produzidos após 2010? Que relação é esta? Será que ele se submeteria a trabalhar com o risco de perder seus dedos em máquinas como estas? Ele colocaria seus entes queridos a trabalhar em situações de riscos de acidentes com lesões permanentes?

E o MTE, como tem atuado nesse processo? Conhecem uma fábrica de fato, e tem dado apoio às duvidas dos empresários? Tem exigido adequações de máquinas sem no entanto entrar numa fábrica? Isso também prejudica o processo, quando não há comprometimento dos fiscais em esclarecer dúvidas sobre esse assunto. É necessário que haja fiscais que entendam o que são máquinas e suas funções principais. Quais representam riscos maiores e quais requerem menos adequações. E sugerir aos empresários orientações sobre como buscar soluções com os profissionais corretos, ou seja, os PHs.

É preciso respeitar cada área e permitir que pessoas que realmente entendam de NR-12 e de segurança, façam seu trabalho, opinem em revistas especializadas, e não em jornais populares, e que se exija destes um trabalho digno de engenharia. E que usem a engenharia a favor da indústria e a do trabalhador e não contra ambos.

É necessário que, assim como existe um profissional chamado cirurgião cardiovascular que possui atribuições para operar um órgão humano, também que existam engenheiros especialistas em máquinas, projetos e análise, que possam fazer seu trabalho e apresentar o melhor no diagnóstico de adequação de uma máquina.

Até então não há opiniões dos engenheiros. Onde estão e por que não fazem nada e deixam juízes, colunistas de jornais e revistas de fofoca, opinarem sobre NR-12. Desafio aqui a todos os PHs que trabalhem a favor da indústria e do trabalhador neste processo. Quando falo destes PHs, falo dos engenheiros Mecânicos, Eletricistas e de Segurança do Trabalho. Estes possuem maiores atribuições e conhecimentos para analisar máquinas, pois estão diretamente ligados à indústria.

Algumas definições interessantes:

  • Trabalhador – Ser humano submetido a riscos e perigos em máquinas;
  • Empresário – Ser humano responsável pelo investimento e mantenimento do trabalhador com objetivo de obter lucro;
  • PH – Profissional da engenharia contratado para gerar lucro ao empresário, segurança de pessoas, sociedade e segurança do meio ambiente;
  • MTE – Órgão responsável em entender e instruir corretamente a classe empresarial e trabalhadores;
  • Imprensa – Ser imparcial em suas opiniões e dar notícias verdadeiras à população com embasamento em referências seguras e precisas.

Não é necessário aplicar todos os requisitos da norma NR-12 numa máquina. É necessário utilizar-se do conhecimento técnico e experiência para que a melhor solução econômica, de segurança e ambiental sejam encontradas minimizando os danos que qualquer um desses possa sofrer.

Reuso de água da chuva é obrigatório em Florianópolis

Ter um sistema de captação de água das chuvas para reuso é um benefício para a natureza e para o seu bolso!

Atenção especial para proprietários e administradores de edificações comerciais e residenciais de Florianópolis: se tiverem mais de 200 m² de área construída são obrigados por lei a captarem as águas pluviais para reuso nestes empreendimentos.

A nova lei entrou em vigor na capital catarinense em março de 2016 e a Casa da Cisterna está preparada para atende-lo. Esta é uma empresa que você encontra no Catálogo Empresarial CREA-SC produzido pela EBGE-SC que ajuda empresários a promover novos negócios diariamente.

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EBGE Santa Catarina
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Telefone: 48 3031-3838

Fonte: As Boas Novas